segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"The Vampire Diaries" - 1x01: 'Pilot'


Pegando carona na moda de vampiros (e não estou falando dos que viram purpurina, e sim de True Blood), a CW adaptou os livros de L. Jane Smith: The Vampire Diaries.

The Vampire Diaries conta a história de Elena (Nina Dobrev), uma jovem que perde os pais em um acidente de carro e, quando tenta voltar a sua vida normal, conhece Stefan (Paul Wesley), um misterioso jovem que na verdade é um vampiro com centenas de anos de idade. Logo, Elena se vê numa disputa entre Stefan e seu radical irmão, Damon (Ian Somerhalder).

O episódio piloto começa com um casal em uma estrada escura e isolada, uma cena previsível, já que é fácil saber o que vai acontecer com esse casal, entretanto, ela é impactante e apresenta com competência o ritmo de suspense que a série terá daqui pra frente. Depois vemos Elena se preparando para o primeiro dia de volta às aulas.

Somos apresentados aos outros personagens, o irmão de Elena, Jeremy (Steven R. McQueen), as amigas de Elena, Bonnie (Katerina Graham) e Caroline (Candice Accola) e o ex-namorado de Elena, Matt (Zach Roerig). Depois de muito mistério, um mistério sem sentido, pois já vimos seu rosto, Stefan dá as caras e ainda aparece sem camisa, embora seja uma exibição gratuita, ajuda a estabelecer o clima de sedução que o tema vampiro proporciona.

Além de abdomens, ainda tem festas com adolescentes bebendo e outras coisas que a censura da série não permitiu dizer ou mostrar, mas são as formulas essenciais para um terror adolescente. E é fácil prever que haverá um ataque de vampiro na festa, a parte interessante é que esse clichê vai ser tema para um bom drama pessoal e uma trama paralela bem amarrada.

O trunfo do episódio (e provavelmente, de muitos outros que virão) é a narração em off de Elena e Stefan. Foi muito inteligente usar o fato de que vampiros não entram em casas sem serem convidados, estabelece certa dinâmica com relação ao fato de Stefan ser um vampiro e querer estar com Elena.

Paul Wesley não é expressivo, não trazendo nenhum indicio de que transmite emoção, obviamente, é difícil afirmar isso, pois é apenas o piloto, mas a coisa pode mudar de figura, ou não.

Bonnie dizendo "É apenas o começo" é muito clichê, mas ajuda a estabelecer o clima de tensão dos próximos episódios. Resumindo, o episódio piloto preparou o terreno para a série se desenvolver com naturalidade, e isso já é bom.

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sábado, 12 de setembro de 2009

"Supernatural" - 5x01: 'Sympathy for the Devil'


Supernatural está de volta à pauta do Série Comentada, com sua 5ª temporada. Mas antes de falarmos sobre “Sympathy for the Devil”, aí vai alguns fatos importantes da 4ª temporada (acho que não preciso nem falar que tem spoilers):

- Dean (Jensen Ackles) e Sam (Jared Padalecki) não conseguem impedir a chegada de Lúcifer;

- Os irmãos encontram Chuck, um escritor que é autor de uma série de livros intitulada “Supernatural”, contando as histórias dos Winchesters. Chuck na verdade era um profeta, e as histórias que pensava ser fruto de sua imaginação eram visões;

- Ruby (Genevieve Cortese) é morta;

- Castiel (Misha Collins), após descumprir uma ordem vinda do céu, é atacado.

Agora vamos ao episódio: “Sympathy for the Devil” começa a partir do fim da 4ª temporada, com a libertação de Lúcifer. E logo vemos o Diabo à procura de um recipiente, ou seja, um corpo para possuir. Ele começa a sondar Nick (Mark Pellegrino), tentando convencê-lo a deixar ser possuído (já que os anjos precisam do consentimento de seus hospedeiros para que possam possuí-los). Enquanto isso, Sam se culpa por ter influenciado diretamente a chegada de Lúcifer.

Boa a sacada de usar a Gripe Suína para indicar que o mundo está pirando por causa da chegada de Lúcifer.

O fato de tanto os anjos quanto os demônios verem nos humanos que somos apenas recipientes mostra o quão primitivo são os aliados e inimigos dos irmãos Winchester.

Por mais que o tema Apocalipse demonstre seriedade, o episódio consegue achar espaço para inserir comédia, o que deixa o episódio mais leve.

Bobby ganhou um pouco de destaque no episódio, já que aconteceu algo que provavelmente será mais explorado, e isso acrescentará mais para o personagem.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

"United States of Tara" - 1x08: 'Abundance'


No episódio anterior (1x07 – “Alterations”) nos aproximamos da verdade sobre uma possível nova personalidade de Tara (Toni Collete), e conhecemos mais sobre a personalidade Buck. Em “Abundance”, manteve-se a formula, mudaram-se os ingredientes.

Max (John Corbett) decide contar a Tara que uma nova personalidade está surgindo. Quando ela descobre, acaba incorporando a personalidade Alice, que começa a acreditar estar grávida. Katie (Brie Larson) está tendo um romance com seu chefe e após uma briga é demitida. Marshall (Keir Gilchrist) se aproxima cada vez mais de Jason. E Max começa a acreditar que um acontecimento do passado de Tara foi o responsável pelo surgimento das personalidades, e decide começar a investigar sem o consentimento de sua esposa.

Já disse anteriormente que Alice é a personalidade mais engraçada da série, chamando o DIU de instrumento diabólico e outras confusões comuns de pessoas que não tiveram a instrução correta sobre gravidez.

A trama principal da temporada flui em segundo pano, mas sem perder sua importância e, como disse no começo, o episódio mostrou mais de Alice e seu relacionamento com os outros membros da família, tanto que Alice, Katie e Charmaine (Rosemarie DeWitt) têm uma cena no melhor estilo “clube da Luluzinha”, em que as três dão a receita de como fazer com que um homem faça o que a mulher quer. Ok, é muito feminista, mas pelo menos dá pra ter uma noção que por mais que Alice pareça ser boazinha e conservadora, ela sabe jogar sujo também, essa tridimensionalidade de um personagem que poderia ter sido descartado facilmente dá um toque muito interessante.

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

“Terminator: The Sarah Connor Chronicles” – 1ª temporada comentada


Por mais que a 1ª temporada de Terminator: The Sarah Connor Chronicles tenha sido muito boa, ela podia ter sido melhor.

A temporada, além de estabelecer um ritmo que os episódios irão ter também ajuda o espectador a se familiarizar com os conceitos de viagem no tempo, já que nem todos assistiram aos filmes (por incrível que pareça). Girando em torno da criação da Skynet, Sarah (Lena Headey), John (Thomas Dekker) e Cameron (Summer Glau) precisam impedir que o “Turco” torne-se a peça chave para o dia do julgamento, entre outras ameaças que farão com que o futuro seja bem sombrio.

Obviamente, o desenvolvimento da trama e dos personagens foram prejudicados pelo fato de ter sido uma temporada curta, um bom exemplo de personagem prejudicado é o agente do FBI Ellison (Richard T. Jones), que tinha uma história interessante, mas apagada.

Summer Glau dá um show interpretando Cameron, se tem um personagem que é o mais difícil de representar é um robô, Garret Dillahunt não teve a mesma sorte pois seu Cromartie, além de não ameaçar ninguém, é cheio de caras e bocas.

Outro exemplo de má construção de personagem é John, que começou a temporada com um desenvolvimento legal, mas depois virou um pé no saco, tanto que seu desenvolvimento entrou em contradição com o desenvolvimento do John Connor dos filmes. No segundo filme (Terminator 2: Judgment Day) John é forte é corajoso, do tipo que não se abala, só que na série ele é um fresco e chato, mas, a segunda mulher do elenco salva a pátria.

Por mais que Lena Headey não tenha o carisma de Linda Hamilton (atriz que viveu Sarah Connor nos filmes), consegue fazer de Sarah uma mãe rígida, que não deixa transparecer isso a menos que julgue necessário.

Por mais que a temporada tenha sido meio fraca, não conseguiu ser pior que a 3ª de Heroes, ainda bem!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

"Chuck" - 2x05: 'Chuck versus Tom Sawyer'


Nos últimos dois episódios de Chuck (2x03 – “Chuck versus The Break-up” e 2x04 – “Chuck versus the Cougars”), disse que os funcionários da Buy More ocupavam a função de alivio cômico, por mais que engraçadas, as cenas deles eram dispensáveis. Em “Chuck versus Tom Sawyer”, o alivio cômico ainda continuou, mas ocupando uma função de importância.

Um terrorista aparece na Buy More perguntando por Jeff (Scott Krinsky), sim o esquisito amigo de Chuck. O motivo? Jeff foi, alguns anos atrás, campeão de Missile Command, um fliperama da época, o fliperama guarda um código de desativação de um satélite com armas nucleares e a única chance de pegar esse código é vencendo o jogo, ou seja, o destino de vidas está nas mãos de Jeff.

Assim como 2x04 – “Chuck Versus the Cougars”, o episódio serviu para estabelecer uma identidade para um personagem apagado, embora seja uma formula já repetida no episódio anterior, funcionou bem mesmo soando forçado.

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